27 de julho de 2009

Coisas, coisas [2]

Como são os últimos dias na minha escola, resolvi aprontar moooooooooitu. HAHA
Hoje bagunçamos muito na aula de história, mas nem aconteceu nada demais. Professor novato é aquela coisa, né? Moral nenhuma com a turma, então tomamos conta. Fomos pro lanche, e bom, eu realmente não estava nem um pouco afim de voltar pra sala e assistir aula de física, então tive a idéia de supostamente perder meu anel, colocado no bolso, e ficar procurando por toda a escola. Dois minutos seria tempo suficiente pra não conseguirmos mais entrar na sala. Dito e feito. Quando eu tentei subir para sala com a Carla, o portão já estava fechado e todos em suas respectivas salas, menos nos. :D Mas a Carla quis ir falar com a Loiolinha (pra quem não sabe, nossa coordenadora) e contar o acontecido. Por todo nosso histórico, era bem provável que ela ficasse dando cagada no nosso ouvido por 40 minutos, mas nem. Ela deu um papel (ao lado) pedindo que o professor deixasse a gente entrar na sala, que nos atrasamos porque estávamos na sala dela. Ar, eu mereço! Voltamos, mas logo eu percebi que eu ia me fuder de novo. :D O Sanleyzinho (idiotafilhodaputaimbecil do professor de física), estava pegando os exercícios que ele tinha passado, e esse ele só aceitava se a pessoa tivesse feito a tarefa no cardeno e ainda tivesse com o livro na hora (por essas e outras eu me fudi em física hehe). Bom, eu não tinha feito a tarefa e nem muito menos tinha levado o livro. No Denizard (minha escola), eles obrigam os alunos a comprarem uma agenda no inicio do ano e toda vez que acontecer alguma coisa (como essa) eles escrevem na agenda. Ok. Sem tarefa, sem livro e SEM AGENDA, fui expulso com mais quatro da sala. (oi, eu tinha acabado de voltar da sala da Loiola, mas ok)
- Voltei. - foi o que eu disse quando entrei na sala dela, que estava justamente acompanhada do professor de história. É, hoje não foi meu dia (ou foi rs). Levamos uma cagadinha, o professor fez pouco da gente e então ela mandou a gente ir pra biblioteca e fazer um projeto de vida para 2010... Ok, preciso dizer que eu sai da sala rindo horrores, but. Fui e fiz uma listinha com coisas que ela poderia ler, para 2010. rs
  1. Fazer cursinho de inglês, - é, é bem provável que eu faça cursinho de inglês. Foi a única coisa que eu escrevi com certeza. rs
  2. Trabalhar, - se minha mãe conseguir um emprego ou eu achar algum fácil, to dentro. :D
  3. Talvez fazer faculdade. - o talvez já diz tudo. Afinal de contas, ainda não sei que profissão vou seguir. rs

Enquanto eu fazia o meu projeto, ouvi coisas como "vou fazer cursos de indiomas" ou "é dois, zero, zero, dez, né?" (referindo-se ao ano que estavámos rs). Se o Denizard não melhorar o seu ensino, vamos ter profissionais falando indiomas e perdidos no tempo. haha

Depois disso, voltamos pra sala e tivemos aula de biologia, onde eu tentei tirar uma soneca. Já era o último tempo mesmo, e como minha manhã tinha sido muito agitada, eu estava cansado. HAHA

AMANHÃ? Vamos ver o que tem. (A)

Nossa autorização haha guardarei. *-*

23 de julho de 2009

Coisas, coisas

Bom, como faz muito tempo que eu não escrevo sobre mim e nem comento nada da minha frustrada vida, aqui vão as news. Na verdade o que me fez ter vontade de escrever como antigamente é que últimamente eu tenho feito uns passeios divertidos, sozinho, outros acompanhado, mas uns passeios com um ar tão diferente, parece que eu acabo tendo duas vidas. Uma na rua e uma em casa, e pra ser bem sincero, a da rua me agrada BEM mais. E como as coisas tão com esse ar diferente, me da uma louca vontade de escrever. Mas nem é nada de muito útil, são só coisas.
Hoje eu matei aula com a Carla e resolvemos fazer um tour pela cidade. Fomos na esquina onde o vento faz a curva HAHA na verdade, é só uma esquina que venta MUITO, por isso a "esquina onde o vento faz a curva". Em Manaus, raramente a gente encontra algum lugar que bata tanto vento, bem bom. :} Também fomos a igreja. É... Fazia tanto tempo que eu não ia a uma igreja, e talvez mais algum tempo sem rezar, que posso dizer que esse passeio aliviou um pouco do peso que eu sentia em não rezar.
Depois andamos, andamos e andamos. Ficamos em uma praça esperando o teatro abrir, enquanto isso falavámos mal e bem da vida alheia. :D Mas foi quando uns homens chegaram e começaram a fazer alguma reportagem na praça e nos tivemos que ir embora. Sabe Deus pra onde era aquela filmagem, mas, imaginem com que cara iriamos ficar para os nossos pais se no final nos estivessimos no jornal da tarde, no fundo de uma entrevista, em uma praça e não na escola? :D
Fomos ao teatro e aquela coisa tão "histórica" nos deixou um pouco pensativos, nostalgicos, but, foi mara! :]
Decidi parar de estudar, quer dizer, vou fazer supletivo. Minha situação em física é a das piores e eu não quero correr o risco de reprovar o terceiro ano, o TERCEIRO ANO. Foi triste eu ter que tomar essa decisão, mas né. É a vida. Eu não posso perder tempo. Ainda mais agora. Mas ok, vou aproveitar desse tempo pra fazer algumas coisas que tenho que fazer e cuidar um pouco mais de mim. Ando um pouco largado e OI, isso não faz o meu tipo. Então.

17 de julho de 2009

XIII

da obra O Pequeno Príncipe
O quarto planeta era o do empresário. Estava tão ocupado, que não levantou sequer a cabeça à chegada do pequeno prícipe.
- Bom dia - disse-lhe este. - O teu cgarro está apagado.
- Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não tenho tempo para acendêlo de novo. Vinte e seis e cinco, trinta e um. Ufa! São quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.
- Quinhentos milhões de quê?
- Hem? Ainda estás aí? Quinhentos e um milhões de... eu não sei mais... Tenho tanto trabalho. Sou um sujeito sério, não me preocupo com futilidades! Dois e cinco, sete...
- Quinhentos milhões de quê? - repetiu o principezinho, que nunca na vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.
O empresário levantou a cabeça:
- Há cinquenta e quatro anos habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos, por um besouro que veio não sei de onde. Fazia um barulho horrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, quando tive uma crise de reumatismo. Por falta de exercício. Não tenho tempo para passear. Sou um sujeito sério. A terceira... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões...
- Milhões de quê?
O empresário compreedeu que não havia chance de ter paz:
- Milhões dessas coisinhas que se vêem às vezes no céu.
- Moscas?
- Não, não. Essas coisinhas que brilham.
- Vaga-lumes?
- Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os preguiçosos. Mas eu sou uma pessoa séria! Não tenho tempo para divagações.
- Ah! estrelas?
- Isso mesmo. Estrelas.
- E que fazes com quinhentos milhões de estrelas?
- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério. Gosto de exatidão.
- E que fazes com essas estrelas?
- Que faço com elas?
- Sim.
- Nada. Eu as possuo.
- Tu possuis as estrelas?
- Sim.
- Mas eu já vi um rei que...
- Os reis não possuem. Eles "reinam" sobre. É muito diferente.
- E de que serve possuir estrelas?
- Serve-me para ser rico.
- E para que te serve ser rico?
- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.
"Esse aí", disse o principezinho para si mesmo, "raciocina um pouco como o bêbado."
No entanto, fez ainda algumas perguntas.
- Como pode a gente possuir estrelas?
- De quem são elas? - respondeu, exaltado, o empresário.
- Eu não sei. De ninguém.
- Logo, são minhas, porque eu pensei nisso primeiro.
- Basta isso?
- Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando tens uma idéia antes dos outros, tu a registras: ela é tua. Portanto, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a idéia de as possuir.
- Isso é verdade - disse o pequeno príncipe. - E que fazes tu com elas?
- Eu as administro. Eu as conto e reconto - disse o empresário. - É complicado. Mas eu sou um homem sério!
O principezinho ainda não estava satisfeito.
- Eu, se possuo um lenço de seda, posso amarrá-lo em volta do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colhê-la e levá-la comigo. Mas tu não podes levar as estrelas.
- Não. Mas posso colocá-las no banco.
- Que quer dizer isso?
- Isso quer dizer que eu escrevo num pedaço de papel o número de estrelas que possuo. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.
- Só isso?
- Isso basta...
"É divertido", pensou o principezinho. "É bastante poético. Mas sem muita utilidade."
O pequeno príncipe tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diferentes do que pensavam as pessoas grandes.
- Eu - disse ele ainda - possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvol também o que está extinto. A gente nunca sabe! É útil para os meus vulcões, é útil para minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas...
O empresário abriu a boca, mas não encontrou nenhuma resposta, e o principezinho se foi...
"As pessoas grandes são mesmo estraordinárias", repetia para si durante a viagem.

5 de julho de 2009

Não esqueça: vá fazer valer à pena

Para se viver com totalidade, é preciso primeiro atuar numa peça que tenha enredo, que tenha verdade e esperança, apesar de tudo. Não importa se você sonhou alto demais ou se você disse coisas demais, é bom você saber que no final é melhor ter falado demais do que nunca ter dito o que você precisava dizer.
E se o amor bater no peito, não é preciso ter medo. E se a dor bater no peito, não desacredite.
O importante não é mudar a sua forma de amar porque você foi machucado, mas sim tomar precauções para entregar o seu amor a quem realmente mereça e dê algum valor. Tenha esperança e acredite no sol que vai nascer amanhã, lembre-se que viver sem acreditar no futuro ou sem se entregar totalmente à vida não é viver, é apenas passar por ela.
Deixar que um problema, ou qualquer outra coisa acabe com o espetáculo é deixar o figurante atuar sendo você o personagem principal. É fácil se perder por dentro e querer desistir, mas enquanto você estiver pensando no que não pôde mudar, o tempo está passando e a vida está indo rapidamente.
É melhor fazer valer à pena, porque você não pode voltar.