O amor é uma dor silenciosa que chora baixinho em nossos ouvidos. Machuca tanto quanto conforta, fere, cura e desafortuna toda a sensatez que rege nossos verbos, versos e aspirações. É um grito frio e quente, abraça e abandona, vem e vai, vai e vem. Não adormece e não acorda, vive, mas por hora finge-se de morto, agoniza absorto na desilusão de outrora. É eterno, mas dura pouco, cambaleia em tropeços castigados de paixão, queima e esfria, chora e canta para acalentar toda a alma. É meu, mas é nosso, dança e pára, corre e anda até se desfazer em lamúrias ríspidas e sorrateiras. O amor é um beijo, mas não vem em lábios, não se compra e nem se vende, não tem tamanho, mas é enorme. Não é serio, mas não é brincadeira, perde-se sozinho pelas madrugas de frio e traz consigo os primeiros raios do dia. Vem com o mar, mas não é onda, balança, naufraga, levanta e desanda o barco da Vida. É livre e é Livre, sua liberdade não tem formas, ama e desapaixona, bate e se debate entre corações desacordados. Não tem regras e não traz instruções, em cada corpo toma um efeito e em cada peito se revela são. O amor é tudo, mas isso diz pouco, foge e não volta, suas asas batem solitárias pelo Tempo. O amor sou Eu, o amor é Você. São os nossos braços dados no nosso medo de se perder. O amor é uma poesia e cada um inventa a sua, de todos os pecados é o único que não existe cura. O amor somos nós.
A favor de qual vida?
Há 13 anos
O amor somos nós, *-* hihi/ Te amo. (l)
ResponderExcluire sendo nós, o amor, torna-se complicado e complexo. Mudamos a todo instante, somos inconstantes e erramos. Igualzinho ao amor. Que nos cega muitas vezes pela pessoa errada, mas que depois de tanto errar, nos mostra a pessoa certa.
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